quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O fantasma do Sobrado da Barroso

Esse artigo não tem por objetivo ofender nem denegrir a imagem de ninguém, tudo que está escrito aqui faz parte de uma lenda urbana espalhada há muito tempo, onde as histórias foram investigadas e com o tempo foi montado esse artigo, caso você saiba de alguma informação que queira compartilhar conosco, por favor entre em contato com a administração do BLOGGER.


O histórico dos boatos  datam desde os anos 50, década em que a casa foi construída em Pelotas , na verdade um sobrado, que está localizado na área central da cidade.
Nesse local, vários casos sobrenaturais foram relatados durantes os anos, várias notícias sobre um fantasma que supostamente reside no local. Muitos hoje acreditam se tratar do fantasma do próprio Mozart Victor, falecido em 2010, outros que a casa é assombrada pela esposa do homem, que morreu no local, em uma das banheiras. Mas relatos fora do comum, já vinham acontecendo na casa, desde a época em que eles eram vivos, e residiam com as filhas no local.
Para entender melhor a história talvez antes de tudo, é importante saber a história das pessoas que moraram no Sobrado da Almirante Barroso. Quem o construiu, bem como testemunhas que relataram coisas estranhas que aconteciam no local, mesmo a família de Mozart Victor sendo muito discreta a respeito.

Quem é Mozart Victor Russomano?

Ele era alguém muito conhecido em Pelotas, nasceu em 5 de julho de 1922, em Pelotas mesmo, Mozart Victor Russomano foi um jurista e professor universitário jubilado de Direito do Trabalho e Seguridade Social das faculdades de direito da Universidade Federal de Pelotas e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, hoje integrada à UFPel. Também foi professor titular da Universidade de Brasília, de 1973 a 1982.
Doutor em Direito do Trabalho pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, título que obteve em 1962, ocupou os cargos de ministro e presidente do Tribunal Superior do Trabalho. No ano de 1946 editou "A Sinfonia dos Pampas", um poema de 10 páginas narrando em prosa o cotidiano do povo gaúcho. Esta obra foi um ensaio literário herdado de seu pai Victor Russomano.
Ele morou no sobrado da Almirante Barroso, desde a sua construção, com sua esposa e filhos, desde a década de 50.
Sua esposa faleceu na casa, Gilda faleceu nesse sobrado, em 18 de agosto de 2007.
Faleceu em Pelotas no dia 17 de outubro de 2010, no hospital Santa Casa de Misericórdia, por complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral, aos 88 anos.
A mesma foi vendida pelos filhos depois de Mozart Victor, hoje funciona um escritório de Contabilidade no local, e atualmente não há relato de coisas sobrenaturais ocorrendo, não que se saiba, mas em breve, procurarei entrar em contato com as pessoas que trabalham lá, para tentar descobrir.

Os mistérios do SOBRADO da RUA ALMIRANTE BARROSO

As lendas que circulam pelos mais antigos de Pelotas, falam que o sobrado da Barroso já era assombrado desde antes de Mozart morrer, e que uma força estranha já atuava na casa durante a estadia dele e da família lá.
Algumas lendas que foram registradas ou passaram de boca a boca, desde a construção do sobrado.
De acordo com pessoas que conviveram com ele e sua esposa Gilda, coisas estranhas sempre ocorreram naquela casa, inclusive na Década de 60 Gilda sofreu de uma grave comoção cerebral, causada por um tombo severo na escada do sobrado da Rua Almirante Barroso. 
Até ai tudo bem, acidentes acontecem, porém os detalhes da queda foram mantidas em segredos por muitos anos, até que o médico muito amigo do casal, um cirurgião porto-alegrense muitíssimo renomado ,a quem os dois eram especialmente agradecidos, pelos vários atendimentos profissionais revelou que coisas estranhas já aconteciam lá, e que a queda da pobre Gilda, não foi um acaso, 

"Sei que sou um homem da ciência e não poderia estar falando isso, mas ela foi empurrada por alguém ou algo que não era para estar lá, não vejo nenhuma explicação para o que aconteceu".

 - Essas foram as palavras do médico a uma entrevista na rádio nos anos 70 a rádio Pelotense, em uma reportagem que eles estavam fazendo sobre as famílias tradicionais de Pelotas. 

Por volta de 1954 a família composta por Mozart Victor Russomano e Gilda Maciel Corrêa Meyer Russomano, com as filhas Carmen Dolores, Mônica Beatriz, e Leonídia, a caçula das filhas, que nasceu no dia 12 de maio de 1954, mudaram-se, em definitivo, para a casa que Mozart Victor e Gilda mandaram construir.
Por coincidência a filha mais nova do casal, tem o mesmo nome da vó de Gilda, talvez esse fato não seja uma coincidência, como será visto na sequencia do texto.

A construção era um sobrado de tijolos aparentes e igualmente em estilo eclético, com alguma referência "Tudor", na Rua Almirante Barroso, 785, depois renumerado para 2229,entre as ruas Voluntários Pelotas, entre as ruas Voluntários da Pátria e General Neto de Pelotas.

Nesse ponto, a referência "Tudor" de construção já começa a tornar a obra um pouco sinistra, pois existem muitas lendas mundiais em referência a esse tipo de construção, ligado a fantasmas, maldições e sociedades secretas pelo mundo.
Esse tipo de construção geralmente era elaborada para castelos, e a simetria das obras chamavam a atenção. Desde a pirâmide perfeita no telhado, até a simetria em tudo, janelas, portas, posição dos tijolos. E protagonizam muitas histórias de assombração e aparições demoníacas durante as décadas.
  

Projeto da planta do Sobrado da Almirante Barroso 

O sobrado/ castelo foi projetado e executada pelo Construtor Licenciado José Severgnini, casado com a tia paterna de Mozart Victor, Conceição Russomano Severgnini, madrinha de Crisma de Mônica Beatriz. Se pararmos para ver a história, toda a relação da casa, está ligada a família de Mozart.

Um dos membros do CANAL PARANORMAL , de Pelotas se passou por um falso cliente em 2011, e conseguiu visitar a casa, e perceber que a arquitetura estava muito mudada e que a obra poderia realmente esconder muitos mistérios, mas até a mudança da família de Mozart para lá, não ouve nenhum relato Sobrenatural da casa. Não aparentemente. Mas poderiam haver na residencia muitos pontos cegos, e escondidos da construção original que podem ter sido escondidos.

Abaixo o relato de um dos editores do CANAL que esteve na casa em 2011:
"Consegui ver a banheira no segundo piso onde a Dona Gilda morreu, e ao se entrar no local, sente-se algo pesado, o meu detector de Ectoplasma, captou uma onda fraca, fraca de mais para dizer se era ou não um fantasma..."


Vista antiga do sobrado, com as flores
e a árvore que não existe mais hoje. 

Grande parte das fotos aqui apresentadas foram retiradas do site  que conta a história da família em "http://mozartvictoregildarussomano.blogspot.com.br/" Ali você encontra mais fotos e detalhes da família.

Na década de 60, um padre bem conhecido na cidade como padre milagreiro, Reinaldo Wist, fora chamado na casa, para dar um parecer sobre a situação, de acordo com uma lavadeira que trabalhava nos fim de semanas no local na época, comentou posteriormente para o jornal da época que o Padre Reinaldo, havia feito um ritual de exorcismo na casa, e deixado para a família vidros com água abençoada que era muito comum na época, mas a lavadeira disse que isso não adiantou muito, ela trabalhou mais alguns meses com a família, depois trocou de serviço, se recusando a revelar o verdadeiro motivo para isso.

O Padre Reinaldo morreu em 1967 e é tido pelas comunidades do interior da região como santo. Mas parece que nem ele conseguiu resolver o problema que atormentava a família que habitava na casa.

Outras coisas muito relatadas, eram por vizinhos e pessoas que passavam ali a noite, muitos relatos de luzes piscando, vultos aparecendo na janela e caminhando pelo jardim. Em 1998 houve um registro de um vizinho que relatou que tinha uma pessoa no jardim, a polícia fora chamada e não encontrou nada na casa, apenas os moradores, que garantiram não ter saído na rua.

A casa era repleta de flores, e todas misteriosas 
morreram depois da morte de Mozart. 

Será o fantasma chinês?

Ao escrever essa reportagem chamamos um especialista da para dar sua opinião sobre os casos que aconteceram na casa. Ele olhou várias fotos do local, leu vários relatos sobre tudo, e uma foto que ele viu em um site, lhe chamou muito a atenção.

Presente de casa nova.
Acima, uma bonbonière chinesa que Leonídia Moreira Maciel presenteou à sua filha, Carmen Maciel Braga, em um Natal, e esta última deu o presente ao casal Gilda e Mozart Victor, para a casa nova. Sim,o recém construído sobrado da Almirante Barroso. Seria coincidência? E isso chamou muito a atenção do nosso especialista.
E o presente cumpriu sua função por mais de 57 anos, ele ficou na casa (período em que houveram os relatos sobrenaturais na residência.
O bonbonière só deixou a sala de estar do sobrado, com o respectivo cartão presente que será colocado mais abaixo, quando a casa foi esvaziada, para ser vendida, no início de 2011, após o falecimento de Mozart Victor Russomano, em 17/10/2010.

Então a lenda do fantasma pode datar desde a fundação da casa, ou desde a chegada de um novo presente. Já que de parte dos trabalhadores locais, nunca tinha acontecido algo sobrenatural, não que se tenha relato, e certamente o sobrado não fora construído sobre algum cemitério, ou uma antiga funerária, isso foi verificado, olhando documentos da Prefeitura Municipal de Pelotas, e da Biblioteca Pública de Pelotas, que ainda guarda muitos registros públicos sobre a casa.

Mas voltando ao "Presente de Casa Nova". Sabe que os chineses são muito supersticiosos e a produção de artefatos religiosos é um negócio muito rentável na China. Ninguém deixa de ter o amuleto certo para cada etapa da vida ou do calendário lunar, do seu ano de nascimento, para a casa ou o carro novo.
Sim, mas esses mesmos presentes usados de maneira errada podem trazer maus presságios de acordo com a cultura chinesa, dependendo da intenção de quem deu o presente ou da maneira que ele fora gerado.

E se o presente na verdade for a fonte do fantasma que surgiu na casa há algum tempo? Se ele está ligado a uma pessoa que estava presente na vida de Mozart ou de sua esposa, e não queria se afastar, fazendo de tudo para entrar em contato com o casal. Ás vezes até tomando atitudes agressivas, quando não conseguia ser visto. (Derrubando a pobre Gilda da escada.)

Se o fantasma realmente estava preso ao presente Chinês, a casa depois de 2011 finalmente ficou limpa da influencia do mal, mas o bonbonière não fora destruído. Ainda está perdido por aí. Alguém o carrega, não sabemos qual foi o destino que ele tomou, Quem sabe logo, não temos notícias dele. Em novas aparições de fantasmas.

Carmen Antunes Maciel Braga
Tia de Gilda
Dona Leonídia Moreira Maciel
Vó de Gilda




















Quem deu o presente para as casa nova foi Carmen Antunes Maciel Braga, tia materna de Gilda , ela receberá de sua mãe, e a origem  do bonbonière não é conhecida, nem quem o fez, ou de que século é. Sabe-se apenas que Dona Leonídia era muito apegada a ele.

Carmen ajudou sua mãe a criar a menina em Pelotas, Gilda cresceu e foi criada, desde antes do falecimento de seu avô materno, Engenheiro Dr. Arthur Antunes Maciel, pela avó materna, com a ajuda da tia materna Carmen.

Os Anos 30, portanto, trouxeram problemas para Gilda quase desde o seu início. O fim do Banco Pelotense, que mudou substancialmente a vida que ela levava e também as expectativas quanto ao seu futuro, foi trágico. Gilda, então com apenas 7 anos de idade, escutou, escondida e assustadíssima, a avó Leonídia, comentar o fato com a filha, Carmen, dos problemas financeiros que a família começava a passar.

A avó manteve, enquanto conseguiu, o nível de vida anterior, mas os tempos decididamente já não eram os mesmos. Passados pouco mais de 4 anos, Gilda recebeu outro golpe: em 21 de março de 1935, ela perdeu a mãe, Dolores Maciel Corrêa Meyer, que faleceu de tuberculose e que, para piorar tudo, morreu longe, no Rio de Janeiro, onde residia, depois que se casara. Gilda tinha então apenas 11 anos de idade quando a mãe morrerá.

Em relatos a vó de Gilda também, ficou arrasada com a morte da filha, e também não resistiu muito tempo depois de sua morte. 


Cartão de Carmen Moreira Maciel Braga, tia materna de Gilda, entregue com a bonbonière chinesa da foto anterior, com que ela presenteou o ainda jovem casal, para enfeitar a sala da casa nova,então em obras. Na frente do cartão, lê-se:

"Gigi, mto. querida num 24 de de Dezembro  minha querida mamãe,  ofereceu-me esta linda bonbonière - chineza - e eu" ...

E, no verso, continua com:

... "tenho mto prazer em te oferecer para tua sala no novo lar,  como recordação da velha titia que mto. te quer
Carmen - Rio, maio/53"


Pela a mensagem do cartão, parece que as intenções da tia parecem ser boa, talvez ela não soubesse que o ornamento era amaldiçoado, e isso é uma suposição apenas, quando vê o fantasmas não está realmente ligado ao ornamento, mas sabe-se que a vó de Gilda amava o bonbonière, e que talvez depois de sua morte, seu espirito tenha ficado preso ao objeto. 


E para finalizar, por enquanto esse caso, tem a sinistra foto, divulgada no ORKUT, uma rede social famosa, antes do facebook, em 2010, dias depois da morte de Mozart, alguém passou na frente da casa, no inicio da noite, e tirou uma foto, sua surpresa foi quando analisou a foto e notou que tinha algo na janela.


Conseguiu ver? Realmente pode não ser nada, pode ser apenas erro da lente, ou algum reflexo interno, mas realmente parece que tinha algo ali. Seria algum vendedor, que estava lá?


Vejamos a imagem um pouco aumentada, apesar da qualidade do celular ser horrível, realmente parece ter um rosto ali. E se parar para analisar bem de perto, da os ares com o rosto de Mozart Victor. Será que ainda há algo na casa?



Então o que você acha? Você tem mais informações sobre o caso? Você acredita em fantasmas ou maldição?